Eu de cabeça na lua e pernas para o ar, penso na vida tranquilamente, como se estivesse congelada, naquele momento que eu estava vivendo.
Despreocupada sabendo que nada podia me atingir, cochilei, e entrei no meu maior pesadelo.
Lá encontro a minha paz, o meu perfeito paraíso, aonde só eu sei o quanto é bom e faz bem para alma.
Perdida na minha mente, no meio de tanta besteiras e insanidades, reflito, sobre o que mais poderia acontacer, naquele momento, naquela vida.
Com nada a perder, fiz apostas comigo mesma do que poderia estar acontecendo, da sociedade gritando lá fora e eu totalmente alienada.
Até a alienação me fazia bem, sentia um vazio, aonde no canto, encontrava uma dúvida, na verdade só a sombra da dúvida.
Pequenas perspectivas, porém grandes sonhos, que ainda estavam ali, por mais distantes, estavam concretos.
E eu pensava, ainda mais, me intrigando como aconteceu, como eu poderia ter me perdido tão facilmente. Seria doença?
Se cheguei no fundo do poço só me resta subir! Essa era a maior esperança, pois a cada canto que eu olhava eu não via a luz e nem aonde agarrar.
Em outro mundo e em outra dimensão, sem conhecer ninguém, e do que mais temia, era conhecer o desconhecido.
Pego meu violão, olho para o nada, pois não havia horizonte, e nem precipicios, fiquei ali, encolhida, só esperando a próxima cena, o próximo capítulo me levar para onde a minha mente permitir.
22/02/2010
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