31/05/2011

À moda antiga...

Postado por Giovanna Rímoli. às 22:12 0 comentários
Eu queria ter nascido em outra época, essa definitivamente não é para mim. Antes eu falava anos 70, anos 60 mas depois de conversar com a minha avó sobre o romance de seus pais ( no caso, meus bisavós ) eu descobri que eu queria ter nascido bem antes disso, queria ter nascido na época deles.

Sabe.. as coisas eram tão mais puras. Olha, pense bem.. Era tudo mais romântico. As mulheres usavam aquelas roupas super vintage e ficavam de fofoquinha com as amigas escolhendo o tal "partidão" e o homem sonhava com sua mulher ideal, e esperava até conseguir. A mulher ideal do homem não era aquela com peitos enormes e cara de boqueteira, eles se interessavam por rostinhos angelicais e cérebro.

Para se cominicarem passavam apertos. Porque naquela época não existia telefone nem de perto internet, mas existia cartas repletas de saudades de alguem que não se vê a mais de um mês e não consegue mais esperar a mulher amada. Eles provavam o amor com o sacrifício.

Não existia banalização de nenhum sentimento. Era aquela coisa de filmes de tv, abrir a porta do carro, flores, aquela coisa bonitinha de só se beijarem no 3 encontro. E sexo... Só depois do casamento!

De rolé eram aqueles bailes super grandes aonde tocava rockabilly; mulheres de bolinhas e homens de topete requebrando até a manhã. É, podiam voltar de manhã, nada de medo de serem sequestrados ou estuprados.

Além desses detalhes "futéis" as pessoas pareciam valorizar mais as outras, era outra mentalidade na época. Na minha concepção, era tudo bem mais real..

Pelo menos foi como minha vó e as histórias contam.

Ah, histórias...

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Texto retirado do fotolog da Mary, que sempre tem textos ótimos e fotos lindas... Além de que adoro o jeito como ela pensa, bate com o meu...

03/05/2011

Máquina do tempo? Pra jáááá, porfavor!

Postado por Giovanna Rímoli. às 23:13 0 comentários
Como faz diferença uma voz, que jamais você imaginou ouvir soar doce, tranquila, gentil... É, ainda mais quando todo mundo é grosso, dá de ombros e trata sentimentos com despreso.
Sabe, estranho pensar na 'vida' que a gente perde, nas oportunidades e sonhos durante um auto-conflito nem mesmo sabendo o diagnóstico. É chato, dói. Ah, vem lá da alma..
Esses dias parei, olhei pra paisagem, peguei meu café e refleti; sobre tudo, tirei o dia pra nada e pra tudo, era o ponto pra eu começar a seguir minha vida em um novo mês, nova estação e principalmente: eu precisava seguir com novos pensamentos. Ou com novas conclusões né, desde que a consequência fossem soluções.
O bom de chegar no fundo do poço é saber que descer não dá mais, mas sim, é hora de por em prática pensamentos pra subir. Agir mesmo, e não ser mais levado pela inércia.
E hoje enquanto eu escutava meu som, tentando somente pensar em momentos que já foram e me faziam bem senti algo estranho, que me agredia por dentro; mas era vício, inércia, carência, eu sei lá o que me prendia no passado.. Minha irmã que diga o quanto que eu mexi na caixa de fotos. Vish! Já tá toda estorada, velha e desbotada.. Cheia também, mesmo nem tendo tantas fotos.. Mas os momentos que elas guardam lá falam tanta coisa que ela andou engordando esses tempos. Tô vivendo lá dentro; af, depois dizem que é frescura, mas a melhor coisa é se sentir amado, não é mesmo? Nem livros de auto-ajuda e psicólogo irão me convencer em entrar pra terapia. Ah é, acho uma besteira também; magina, conversar com quem eu não conheço? Depois eu que sou louca! E tem tanta gente louca no mundo.. Porque o salário que a minha tia ganha com isso não é pouco não, nossa! Dava pra pagar todos os meus sonhos.. Que fácil! Era só comprar a máquina do tempo e pronto, sem dramas, sofrimentos né.. Quero tanto...
E essa história do meu aniversário chegando, af, me pegou de surpresa esse ano. Tá voando, eu nem tive tempo pra raciocinar que o trimestre novo começou. E não é que já tem prova na semana do meu aniversário? Ah, eu tô cansada.
Mas o pior presente de aniversário foi o diagnóstico tosco de sempre: 'giovanna, você está querendo atenção!' ou 'que frescura, magina, tempos bons virão!'. Ah, nem é uma coisa usual esse meu estado de espírito, tô sempre com um sorriso estampado na cara, transpirando bom humor, e com aquele brilho matinal ein! Mas olha, eu me impressionei, até a Piola ( a melhor amiga imaginária da vida) que nunca me abandona escondeu as minhas fotos e sumiu pro mundo. Tá lá em Londres agora, mas que inveja.. Pelo menos ela deu um 'reset' na vida, nem que for momentâneo, se eu pudesse, também queria.
Agora eu preciso trabalhar o 'brinde ao desapego', e me conformar que todos mudam e que tudo muda.
Ah é? Dá o braço a torcer e levar um comentário a sério era tudo o que eu menos queria, na verdade, é rara as vezes que eu TENHO que concordar e abaixar a cabeça dizendo 'poxa, você me ajudou, tem razão!'
O pior que tem, mas jogar as lembranças ou dar um gelo nelas não é nada fácil, ainda mais momentos bons!
Tô pedindo pra nostalgia desgrudar de mim, porque dessa vez ela veio de malas pra minha mente, e a paranoia foi de vez, quando eu mais precisei. Ah!
 

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