18/12/2009

Simulado - aquela tensão instantânea ou não .

Postado por Giovanna Rímoli. às 13:00
Aquele calor infernal típico de verão, mosquitos na janela, garrafa de água do lado da cama e dormir cedo para o outro dia.
A tensão não permite, ansiedade e nem o calor, tudo isso te deixa mais 'apavorada' para o provão que te espera, ou seja aquele provão que se depender dele você bomba seu ano.
Como nada ajuda pra melhorar sua nota, você obviamente acaba indo mal.
Chegando na sala da prova, tudo em ordem alfabética, e só nerds do seu lado aparentemente tranquilos e acostumados para aquilo.
Me sinto super mal sem meu grupo, sem meus amigos e aquele bando de estranho me olhando e com certeza me julgando pela minha aparência, apesar de eu também está achando rídiculo o jeito deles, meio mortos e com cara de bosta.
Para ter um clima mais leve tentei puxar papo com a da frente elogiando a fivela de cabelo, mais não deu certo, foi aí que a mal encarada perguntou se eu realmente esperava alguma chance de cola, eu claro tentei ser o mais educada possível, pois não queria que minha nota caisse mais do que já está baixa, então respondi que eu iria precisar, mas não necessariamente dela.
Depois dessa entrou minha professora na classe, não imaginava que ela estaria alí, na minha sala aplicando a prova e ajudando a me deixar um pouco mais tensa, pois eu sabia que nas provas dela nunca consegui colar com sucesso, e nessa também não conseguiria.
Como sou ótima para contar causos e relatos dramáticos, dei uma sossegada pois a redação salvaria um pouco a minha pele.
Com a cabeça na lua, deu o bendito e esperado horário do simulado. Você via de tudo, atrasados correndo pelos corredores, descabelados que pularam da cama e meus amigos indo pra classe ao lado fazer a prova e acenando pra mim. Isso me deixou um pouco melhor, sentindo o carinho que eles tem por mim, mas mesmo assim muito chateada por não estar na classe deles.
Na hora que deu o sinal de ínicio, cai na risada, todos aqueles fazendo os mesmo movimentos e gestos antes de começar a prova, parecia um alongamento, um ritual, parecia tudo muito ensaiado.
Chegaram os fiscais perguntando se eu queria anular a minha prova. Sem conseguir parar de rir e a classe toda olhando pra mim, fiquei sem graça, mas estava nem aí. Respondi que queria muito tentar ir bem.
Fui a primeira a acabar a prova, levei um esculacho, mas mesmo assim não tinha mais paciência e condições emocinais para resolver aqueles problemões de matamática absurdos.
Antes do prazo minímo, que faltava 40 minutos, fiquei lá, olhando e observando mais coisas nos bonecos enfeitiçados pela prova, não conseguia manter a minha cabeça virada pra frente e começei a bisbilhotar pelo canto do olho as pessoas, não satisfeita e muito empolgada começei a virar a minha cabeça, com a bunda quadrada já, apenas tinham passado 10 minutos, desde que entreguei o gabarito passado a limpo. Aqueles 10 minutos da eternidade, aqueles 10 minutos, os piores da minha vida, aqueles 10 minutos que tinha esquecido já passar em outros simulados.
A tão esperada alerta pro primeiro tempo deu, claro que minha classe tinha que ser a última a ser liberada.
Sai voando da classe, ou melhor a única da classe que saiu no primeiro tempo, a única da classe que não tinha estuado, a única que estava de saco cheio de provas, simulados e enfis, a que precisava de férias.
Não conseguindo andar direito com a bunda dormente, sai mancando, e tentando achar meus amigos.
Fui arrastando pra fora do colégio, e o segurança me avisa que tinha horário pra liberar, aquele calor e aquela multidão, não estava me segurando e nem me convencendo a ficar na escola.
Cheguei em casa, o gabarito prometido e esperado, só foi sair duas horas depois.
Calma, mas não tão calma, fiquei esperando, porque depois eu iria no barzinho com meus amigos curtir um pouco e aliviar.
Só sei de uma coisa, o tal gabarito saiu, fiquei na média, e graças a não ter estudado passei.
Passei suadamente e chutando a maioria das respostas, foi digno, passei com orgulho de ser quem eu sou, colando ou não, reclamando ou não, quase sendo expulsa.
Simulado é a pior sensação que temos enquanto batalhamos para o futuro esperado.

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